Coisas minhas.

sábado, janeiro 15, 2011

O contato vem diminuindo cada vez mais; poucos encontros, raros telefonemas, uma ou outra notícia, resultando em um coração apertado: cheio de saudades! Te conheço a cinco anos e desde então você soube de todos os meus passos. Sim, nunca estivemos tão distantes como agora, mas tenha certeza você sabe de tudo que se passa em minha vida; porque querendo ou não eu te conto cada passinho dado a todo instante, por pensamento, por coração! E não se iluda, também sei de tudo o que acontece em sua vida; a tal da sintonia telepática não me deixa desinformada. Ás vezes dá um aperto no peito e eu lembro de ti, entendo que tu não tá bem, que tá acontecendo alguma coisa ruim. Daí, eu tento devolver isso, penso com mais força ainda na nossa amizade e te mando um abraço, uma bronca ou meu silêncio mesmo; mas tento te mandar algo bom, algo nosso! E não pense que só lembro de você nos momentos ruins não, ok?
Outras vezes eu sinto algo bom, meio nostálgico, mas algo bom, lembro de você, e te mando um abraço, um beijo, um tapinha, te faço cócegas e grito junto contigo, em pensamento, mas me sinto feliz por você! Me soa tão clichê falar PARA VOCÊ que pode contar comigo; parece tão pleonasmo e todas as outras figuras de linguagem/erros gramaticais relacionados a repetição te dizer que a distância não é barreira para umcolinho, um ombro amigo. Aquela coisa de ciúmes de amigo novo, de se sentir ameaçada acho que não deixou de existir, só se acomodou, aprendeu a se comportar; afinal, me fale, quem não tem medo de perder um lugar privilegiado, hum? É isso aí, descobri que nada que a gente construiu nesses cinco anos de convivência tão próxima e distante se acabou, se desfez ou enfraqueceu; só perdeu a euforia, aprendeu a ser discreto.
E não ache que isso é coisa ruim, aprendi e espero que você também tenha aprendido, que o mais bonito de se sentir é calmo, quieto, tímido, até um pouco caldo ás vezes, cheio de piadinhas internas; quase que invisível aos olhos de quem observa e está de fora, mas fosforescente aos olhos dos protagonistas. Aliais, não preciso que ninguém veja e sinta por mim, acho que sou capaz de tal. Dispenso também agradecimentos, de ambas as partes. Olhe, não é ingratidão, não, meu bem; repito: as coisas entre nós são implícitas, já não se faz necessário um Carnaval inteiro para isso! Não sei quando vou te ver (torço para que logo, logo), mas não há problema; amor, amizade não se faz de presença!